Um grande erro que cometemos com frequência
é enxergamos os outros como extensões de nós mesmos.
Isso nos limita e nos aprisiona dentro dos limites
de nossas falhas percepções.
Muitas vezes me vejo solitário em meio a multidão,
os que me cercam são apenas componentes
do cenário em que se desdobram meus pensamentos,
meros habitantes de uma dimensão paralela,
intercalados pela minha necessidade de companhia.
Partes da projeção da minha mente,
indivíduos desimportantes porém necessários
para minha compreensão de existência.
Tudo isso fruto da minha condição humana,
fruto da minha incompreensão da perfeição, perfeição essa
inexistente no mundo real,
mas difundida pela crença nociva em seres superiores.
Culpa do meio, sempre ele.
Ter outros como parte minha, me faz buscar
um certo domínio ilusório sobre estas partes,
o que me angústia devido o fracasso dessa busca.
Compreender os outros para poder se compreender,
eis a chave que me apresento no momento.
Esperto ter a ciência necessária para poder usá-la.